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Câncer do Corpo do Útero

Câncer do Corpo do Útero

O tipo mais comum de câncer do corpo do útero se origina no endométrio e é chamado de câncer de endométrio

O útero é um órgão muscular localizado na pelve feminina, onde o feto se desenvolve durante a gestação. O câncer do corpo do útero pode se originar em diferentes partes do órgão, sendo o tipo mais comum o câncer de endométrio, que surge no revestimento interno do útero. Outra forma menos comum é o sarcoma uterino, que se desenvolve na musculatura e no tecido de sustentação do órgão.

Esse tipo de câncer pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais frequente em mulheres na pós-menopausa. O principal fator de risco é a exposição a altos níveis do hormônio estrogênio.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer

Estimativa de novos casos: 7.840 (2022 - INCA).
Número de mortes: 1.944 (2020 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).

O risco de desenvolvimento de câncer do corpo do útero aumenta em mulheres com mais de 50 anos. Outros fatores são:

  • Predisposição genética
  • Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade)
  • Inatividade física
  • Diabetes mellitus
  • Dietas com elevada carga glicêmica (Carga glicêmica representa a quantidade e a qualidade dos carboidratos. Assim, uma alimentação rica em produtos processados e ultraprocessados aumenta o risco para esse câncer)
  • Hiperplasia (crescimento) endometrial
  • Falta de ovulação (deixar de ovular) crônica
  • Uso de radiação anterior para tratamento de tumores de ovário
  • Uso de estrogênio (hormônio feminino) para reposição hormonal após a entrada na menopausa
  • Menarca (primeira menstruação) precoce
  • Menopausa (quando a mulher deixa de menstruar) tardia
  • Nuliparidade (nunca ter engravidado ou ter tido filhos)
  • Síndrome do ovário policístico
  • Síndrome de Lynch

Alguns fatores são considerados de proteção para o câncer endometrial, como: engravidar, praticar atividade física, manter o peso corporal adequado.

O principal sintoma do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal, que pode ocorrer de diversas formas:

  • Sangramento entre os ciclos menstruais
  • Sangramento menstrual mais intenso que o habitual
  • Qualquer sangramento vaginal em mulheres na pós-menopausa

Outros sintomas incluem secreção vaginal anormal, dor na parte inferior do abdome, aumento do volume abdominal e perda de peso. Esses sinais costumam aparecer quando a doença já está mais avançada.

A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem sucedido.

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer do corpo do útero traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.

Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:

  • Sangramento vaginal em mulheres após a menopausa
  • Dor pélvica

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.

Para diagnosticar o câncer de endométrio, são realizados exames que permitem visualizar o útero e seu interior, como:

  • História clínica e exame físico
  • Ultrassonografia transvaginal
  • Histeroscopia (visualização do interior do útero com câmera introduzida pela vagina)
  • Biópsia do endométrio (amostra retirada para análise microscópica, feita por curetagem uterina ou videohisteroscopia)

As opções de tratamento incluem:

  • Cirurgia: A maioria das pacientes é diagnosticada em estágio inicial e submetida à retirada do útero (histerectomia total), trompas e ovários (salpingooforectomia bilateral). Pode ser necessária a avaliação dos linfonodos próximos ao útero.
  • Radioterapia: Pode ser externa ou interna (braquiterapia), indicada em alguns casos após a cirurgia.
  • Quimioterapia: Uso de medicamentos para destruir células cancerosas, geralmente em casos mais avançados.

O acompanhamento médico é fundamental. Consultas periódicas devem ocorrer a cada 3 a 6 meses nos primeiros anos, e depois a cada 6 a 12 meses.

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