RSS Associação de Convívio com Portadores de Câncer do Centro de Minas Notícias de Associação de Convívio com Portadores de Câncer do Centro de Minas Mon, 02 Mar 2026 20:58:47 -0300 Mon, 02 Mar 2026 20:58:47 -0300 Visãoi https://convivio.org.br/rss Redescobrindo o amor próprio Tue, 05 Aug 2025 14:59:38 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1365/?redescobrindo-o-amor-proprio.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1365/?redescobrindo-o-amor-proprio.html

Vanês Dias Magalhães Santos

Vanês Dias Magalhães Santos, 65 anos, natural de Três Marias, enfrenta com coragem uma batalha contra o câncer de mama. Reconhecida como uma vendedora nata, ela sempre se destacou por sua atitude proativa e seu amor pelo que faz. Contudo, uma reviravolta veio após um exame de mamografia de rotina, quando foi surpreendida com o diagnóstico de câncer de mama.

“Surpreendentemente, me mantive tranquila. Embora meus filhos tenham se assustado muito e pensado que eu estava em choque, percebi que não havia necessidade de entrar em pânico”, compartilha Vanês. E assim, determinada, ela segue adiante.

Após a cirurgia e durante as sessões de quimioterapia, Vanês segue à risca o tratamento prescrito pelos médicos. Uma das mudanças mais significativas em sua vida foi a interrupção temporária de suas atividades como vendedora, mas ela mantém a inspiração de retomar em breve.

A experiência trouxe à tona um valioso aprendizado para D. Vanês: o reconhecimento de que nada supera a importância de cuidar de si mesmo. “Sempre direcionei minhas preocupações para os outros: casa, filhos, família e trabalho; eu era sempre a última na lista. Porém, hoje, compreendi que é prioritário a minha vida. Aprendi a me amar e me cuidar. Hoje, sou a protagonista da minha própria vida”, conclui D. Vanês.

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Laços de Amor e Superando Desafios Tue, 05 Aug 2025 14:56:18 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1364/?lacos-de-amor-e-superando-desafios.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1364/?lacos-de-amor-e-superando-desafios.html

Eva Borges de Sousa, 64 anos, e Maria Aparecida Marques Viana, 50 anos

Um relato emocionante, conhecemos a história de Eva Borges de Sousa, 64 anos, e Maria Aparecida Marques Viana, 50 anos, ambas de Sete Lagoas que estão acolhidas na Casa de Apoio da Convívio.

Sogra e nora, que encontram força e coragem ao se unirem para superar os desafios impostos pelo câncer. Elas encontram apoio mútuo durante o difícil processo de tratamento oncológico, compartilhando não apenas a luta contra o câncer, mas também momentos de alegria, esperança e solidariedade.

Duas mulheres que encontram forças dentro de si e uma na outra para enfrentar uma das batalhas mais difíceis de suas vidas. É uma história que nos inspira e nos lembra da importância de estarmos unidos em momentos de adversidade, compartilhando amor, esperança e apoio mútuo.

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Tudo nessa vida tem o peso que você dá Tue, 05 Aug 2025 14:54:47 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1363/?tudo-nessa-vida-tem-o-peso-que-voce-da.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1363/?tudo-nessa-vida-tem-o-peso-que-voce-da.html

ANDREIA DE SOUZA RIBEIRO, 49 ANOS - SETE LAGOAS

Ao longo da minha jornada, aprendi uma lição valiosa: tudo nessa vida tem o peso que você dá. Cada situação, cada desafio, cada obstáculo pode ser encarado de diferentes formas, dependendo do olhar e da atitude que escolhemos adotar. É fácil se deixar levar pela negatividade, permitindo que os problemas nos dominem e se tornem dominadores. Mas quando percebi que tinha o poder de escolher como enfrentar as adversidades, tudo mudou. Sou mãe, esposa e enfrento um câncer de mama, não vou desistir, porque entendi que a vida é repleta de altos e baixos, mas é a forma como reagimos a eles que determinam o seu impacto em nós. ANDREIA DE SOUZA RIBEIRO, 49 ANOS – SETE LAGOAS – MAE DE 2 FILHAS

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Retribuindo o cuidado Tue, 05 Aug 2025 14:53:25 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1362/?retribuindo-o-cuidado.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1362/?retribuindo-o-cuidado.html Doador da Convívio, Bruno Carvalho de Castro, 38 anos, casado e pai de uma menina, relata sua história ao receber um diagnóstico de um tumor maligno.

“De uma cólica renal fui parar no hospital, que logo foi detectado um rim atrofiado. Me encaminharam para um especialista que chamo de anjo da guarda, que o nome não poderia ser diferente, Dr. Rafael. Muito cauteloso e atencioso, sempre muito esclarecedor, não tomou nenhuma decisão sem certeza do diagnóstico. Mas infelizmente o melhor caminho foi a retirada do rim direito que estava praticamente sem função.
Tive muito medo de não acompanhar o desenvolvimento da minha filha, ainda mais que sempre quis ser pai. Minha filha na época tinha apenas seis meses.
A suspeita se concretizou e realmente recebi a notícia de um tumor maligno, um câncer, fiquei com um mix de sentimentos! Mas ao mesmo tempo fiquei aliviado em saber que estive no lugar certo. Hoje tenho muita GRATIDÃO ao Instituto do Câncer do Complexo Hospitalar Imaculada Conceição, foram esses anjos que me salvaram.
A vida é uma coisa divina que dou muito valor. Depois de tudo que passei, hoje valorizo cada minuto, querendo sempre estar junto da minha família. Não tenho como expressar minha gratidão por essas pessoas que me acolheram tão bem. Um lugar muito humano, com uma atenção ímpar.
Não gastei nenhum centavo por todos meus exames e procedimento cirúrgico e fui tratado por igual. Então hoje quero ser uma gota nesse oceano, contribuir para que outras pessoas também possam ter um tratamento como eu tive, HUMANO.
Parabéns a todos e que Deus em sua infinita bondade continue abençoando cada um de vocês!”

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Muitos dias foram difíceis, mas isso nunca me tirou essa vontade imensa de viver e seguir em frente. Tue, 05 Aug 2025 14:49:55 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1361/?muitos-dias-foram-dificeis-mas-isso-nunca-me-tirou-essa-vontade-imensa-de-viver-e-seguir-em-frente.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1361/?muitos-dias-foram-dificeis-mas-isso-nunca-me-tirou-essa-vontade-imensa-de-viver-e-seguir-em-frente.html

Ana Paula Mourthe

Meu mundo desestruturou em outubro de 2019, quando mediante um diagnóstico de câncer me deixou sem reação por alguns dias. Tirou minha paz!

Foi então, que fui “chamada” a voltar a realidade e tomar uma decisão: me entregar ou encarar e aprender o que esse laudo queria me ensinar. E eu decidi AMAR A VIDA e seguir cada passo que deveria ser dado.

Muitos dias foram difíceis, mas isso nunca me tirou essa vontade imensa de viver e seguir em frente.

A queda dos cabelos é algo esperado, porém o que mais me assustou foi minhas sobrancelhas e cílios, foi como perder minhas feições. Se as pessoas soubessem como é difícil escutar “Cabelo cresce”, não falaram isso jamais. Fato, eles crescem. Mas há muito mais por trás dos cabelos. A imagem de uma cabeça raspada é externa, mas dentro de nós há um turbilhão de sentimentos e emoções. Uns aceitam, outros nem tanto, mas é um processo de compreensão ao “novo” que nos chega a todo momento.

APRENDIZADOS

O câncer é um grande professo, ele é capaz de despertar um novo olhar para si mesmo e se assim você aprende a se colocar em primeiro lugar. É uma virada na vida, é entender o quanto somos frágeis e se faz necessário ao sendo de urgência para vivermos bem e hoje. Amanhã, ah o amanhã, não temos garantia. O que temos é o hoje com muitas possibilidades e a escolha está em nossas mãos, de como queremos viver cada dia.

Ana Paula antes do câncer e depois do câncer?

Ana Paula antes do câncer! Vixe! Isso mesmo, vixe!

Nunca teve tempo para ela mesma, vivia achando que era a “salvadora do mundo” e esquecia de salvar a si.

Cheguei a pesar 174kg, engolindo “sapos” e alimentos que me traziam falso preenchimento. Deixava tudo para amanhã. Amanhã eu começo, amanhã eu faço, amanhã eu resolvo. Ansiedade, correria, sem foco, querendo agradar a todos e esquecendo da principal, Eu mesma.

Após o câncer percebo que o amor é a maior essência da vida. Planos para o amanhã sempre, vencendo as dificuldades diárias, mas com atitudes hoje. O universo me deu uma nova chance e está me impulsionando a seguir em frente.

VIDA

Aquela “baguncinha deliciosa” de cada dia. É gratidão, resiliência, superação. Vida é morrer a cada ciclo para que outro renasça

Os próximos passos após cirurgias, quimioterapia, radioterapia, imprevistos como tromboses e infecções, é seguir rigorosamente os protocolos e cuidados, sendo fiel aos exames, consultas e orientações médicas.

Agradeço a cada pessoa que passou pela minha vida durante essa fase, o pessoal da Convívio que me acolheu tão bem, aos profissionais do Instituto do Câncer, todos sem exceção e aos médicos que foram grandes salvadores da minha vida,  Dra. Erica Dayrell, Dra. Sandra Cristina, Dr. José de Barros, Dr. Henrique Vasconcelos, Dra Pollyanna Rocha, Dra Angélica Nogueira, Dr. Gustavo Jacob e Dra Carolina Vieira.

Vocês são extremamente importantes para mim. Muito obrigada a todos.

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“Claro que chorei, fiquei triste, mas não havia em mim, espaço para o medo” Tue, 05 Aug 2025 14:47:44 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1360/?claro-que-chorei-fiquei-triste-mas-nao-havia-em-mim-espaco-para-o-medo.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1360/?claro-que-chorei-fiquei-triste-mas-nao-havia-em-mim-espaco-para-o-medo.html

Flávia Souza Quadros

Aos 25 anos, Flávia Souza Quadros recebeu uma notícia muito incomum pela idade: Um câncer de mama. Através do autoexame, ela notou um nódulo na mama direita e em 2016 iniciou em seu tratamento no Instituto do Câncer do Hospital Imaculada Conceição. “Claro que chorei, fiquei triste, mas não havia em mim, espaço para o medo. Eu me sentia forte, segura e na minha cabeça o câncer era uma doença como qualquer outra”, conta.

Com toda essa juventude, Flávia encarou e venceu! Fez cirurgia, quimioterapia, perdeu os cabelos, mas sua vitalidade foi renovada e hoje segue em acompanhamento de exames e consultas.

Quando descobriu o câncer? Eu descobri o câncer em 2016, durante o banho percebi um caroço na mama direita. Passados mais ou menos 02 meses procurei um médico para fazer um ultrassom, inicialmente o diagnostico seria um fibroadenoma, mas a indicação era que eu procurasse um mastologista devido ao tamanho do nódulo. Foi quando eu tive o primeiro contato como Dr. Jose Vicente de Barros. Realizado o auto exame a indicação seria também um tumor benigno, devido ao aspecto, a minha idade que na época era 25 anos, e não era tão comum pacientes nessa idade desenvolver câncer de mama. Foi feita uma biopsia, o resultado da mesma foi de um tumor benigno, mas ainda assim foi necessário a retirada do tumor devido ao tamanho que se encontrava. Só depois de realizado a cirurgia para retirada do tumor, e nova biopsia foi constatado que o tumor era maligno, resultante de um câncer de mama.

Como foi sua reação: O resultado já era esperado, tive algumas conversas com o Dr. Jose Vicente antes do resultado chegar e o meu resultado demorou muito, foi o último a chegar, dentre todas as pacientes que operaram no mesmo dia que eu. O aspecto do tumor apresentava características de um tumor maligno, a essa altura eu já tinha feito todas as pesquisas possíveis e conseguia enxergar essas características, então quando eu recebi a notícia eu não fiquei tão surpresa, eu já estava preparada. O Dr. Jose já havia me alertado sobre essa possibilidade, ele sempre foi muito claro comigo, o que me deu ainda mais confiança e segurança nos procedimentos realizados e me proporcionava tranquilidade para enfrentar o que estaria por vir. Claro que chorei, fiquei um pouco, triste, mas não havia em mim naquele momento espaço para o medo. Eu me sentia forte, segura e na minha cabeça o câncer era uma doença como qualquer outra.

Qual seu maior aprendizado? Eu aprendi a ver as coisas de um  outro ângulo. Eu estou lendo um livro e tem uma frase que representa muito o que eu senti “ Nada é bom ou mau”, nosso pensamento é o que o faz”  Shakespeare.  As coisas representam aquilo que você quer, e durante todo o processo o câncer representava algo muito pequeno na minha vida. A minha família, meus amigos, toda a equipe medica, todo o carinho e força que eu recebia dessas pessoas e de todas outras que eu nem conhecia representava uma força muito maior dentro de mim. Eu aprendi a dá importância ao que realmente importa, a valorizar os momentos simples com as pessoas que eu gosto, a viver um dia de cada vez respeitando aquilo que eu sento no momento.

Como foi o tratamento? O meu tratamento foi muito tranquilo, eu quase não tive reações na primeira fase da quimioterapia, ao não ser a queda do meu cabelo que ocorreu 10 dias após a primeira sessão de quimioterapia. Mas isso não foi algo que tenha me deixado desanimada ou triste, pelo contrário, eu até preferia ficar careca a usar lenço ou peruca. Eu achava que o lenço era um rótulo de que eu estava doente e eu nunca me sentir doente. Na segunda fase sentir algumas dores articulares, alergia ao corticoide, mas logo passaram.

Como está seu acompanhamento hoje? Eu tenho acompanhamento médico a cada três meses, faço todos os exames a cada seis meses, e desde então está tubo bem. Eu não tenho o que falar de todos os profissionais que me acompanham desde lá de trás, são profissionais tão humanos, sempre com tanto carinho e cuidado comigo. Eu sou muito privilegiada por todas as pessoas que estiveram comigo durante todo o processo.

Tem medos em relação a sua saúde? Como se cuida atualmente

Eu não tenho medo em relação a minha saúde, eu encaro essas adversidades que a vida nos impõe como um desafio. E eu não desisto fácil! No meu dia a dia procuro ter uma alimentação saudável, pratico atividades físicas. Cuido da minha mente do meu corpo, acho que cuidar da mente é tão importante quanto do corpo, isso reflete diretamente na forma como nos sentimos em relação a tudo que acontece a nossa volta e como reagimos a isso. Busco sempre está perto das pessoas que me fazem feliz, que me motivam e que me encorajam.

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“Na verdade, a gente não pensa em uma doença dessa” Tue, 05 Aug 2025 14:39:48 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1359/?na-verdade-a-gente-nao-pensa-em-uma-doenca-dessa.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1359/?na-verdade-a-gente-nao-pensa-em-uma-doenca-dessa.html Roberta Françoise Santos Fernandes – 44 anos – Curvelo

“Tudo começou quando notei um nódulo na minha mama, mas não achava que seria grave. Na verdade, a gente não pensa em uma doença dessa. Fazia consultas de rotina, mas o exame de mamografia nunca havia feito.  

Ao notar esse “caroço” agendei uma consulta com o médico, que me encaminhou para realizar diversos exames. Nesse momento comecei a me preocupar, porque não acreditava que poderia ser um câncer. E então veio a confirmação. Não tem jeito, é como todos dizem, um choque. Mas reagi bem. Segui as orientações, iniciei meu tratamento no IC e logo na primeira quimioterapia meu cabelo caiu muito e então resolvi assumir a careca. Sem lenço, sem peruca, mostrar a Roberta do momento.

Minha mãe, meu anjo que cuida muito de mim. Nas primeiras sessões fiquei muito debilitada e minha mãezinha fazia de tudo que eu gostava de comer, frutas, sucos. Mãe é mãe! Sem ela não conseguiria nada. Ela só não pode me acompanhar nas sessões, por ser mais idosa e devido ao risco do COVID.  Mas em casa, ela me dá todo o suporte que preciso.

Sigo nessa luta, com fé em Deus, porque pra ficar bem depende muito de nós.  Ainda tenho uma longa caminhada, mas com o amor dos meus familiares, meus amigos e os anjos da Convívio e do Instituto do Câncer, eu sei que já venci”

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Pedalando pela vida Tue, 05 Aug 2025 14:37:20 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1358/?pedalando-pela-vida.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1358/?pedalando-pela-vida.html

Luana Mariza de Ávila

Meu nome é Luana Mariza de Ávila, tenho 32 anos e nasci e moro em Diamantina. Sou auxiliar de Secretaria no Colégio Diamantinense e curso Pedagogia. Tenho dois filhos, Pedro Henrique, 12 anos e Bernardo, 10 anos e minha paixão é pedalar!

1) Como reagiu a notícia do diagnóstico?

Apesar do histórico da minha família ser marcante, avó materna, mãe e irmã, diagnosticadas com câncer de mama, eu não esperava passar por isso. Mas independente disso, encarei a doença e meu tratamento e sigo de cabeça erguida, com a certeza de que essa é apenas mais uma fase da minha vida que logo vai passar.

2) Onde buscou forças para enfrentar a doença?

Minha fé cresceu e fortaleceu, permitindo que eu esteja mais perto de Deus. Minha família está comigo a todo momento. Meus filhos continuam a sorrir e me amar como antes. Meus amigos, se antes eram poucos, triplicaram. A força, a garra, a vontade de viver, vem de dentro, é inexplicável.

3) Ao tocar o sino, como foi a sensação?

Minha sensação foi de gratidão a Deus, ao Instituto do Câncer – médicos, enfermeiros, equipe de atendimento e companheiras de tratamento – a minha família, amigos e equipe do meu local de trabalho. Enfim, sensação de dever cumprido.

4) Quais os próximos passos a partir de agora?

Agora estou em fase se recuperação da quimioterapia. Em março está prevista a mastectomia bilateral e radioterapia. E, depois, trabalhar, pedalar e novos sonhos realizar.

5) Como era a Luana antes do câncer e agora depois? Se sente diferente?

Fazemos planos e preocupamos demais com o amanhã e com coisas as vezes desnecessárias. Corremos demais..brigamos demais…reclamamos demais… ESSA ERA EU! Hoje percebo que o essencial é viver o presente intensamente. Ame mais, perdoe, divirta-se, sorria, seja otimista tenha coragem, FAÇA O BEM E SEJA FELIZ!

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De frente com o Câncer Tue, 05 Aug 2025 14:34:52 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1357/?de-frente-com-o-cancer.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1357/?de-frente-com-o-cancer.html Cristiana Rodrigues

Mãe de uma menina de 6 anos, ela vem se desafiando a levar essa doença de uma forma mais leve, apesar de toda angustia e medo que pode trazer junto com o diagnóstico.

– Como tem encarado o câncer?

Tenho encarado o câncer da forma mais consciente e natural possível.

Quando o médico Dr. José de Barros, ao avaliar meu ultrassom de mama, solicitou uma biopsia e a mamografia, naquele momento me preparei para uma notícia ruim. O encaminhamento para o Instituto do Câncer foi muito estranho.

No dia em que recebi o diagnóstico do câncer de mama eu estava sozinha, no momento fiquei tranquila, não chorei, não me desesperei; só perguntei ao médico como seria dali para frente. Sei do avanço da medicina nesta área e que o câncer de mama diagnosticado no início tem vários tratamentos e as chances de cura são grandes.

A minha confiança em Deus que me fortalece e me ajuda a vencer esta batalha e também nos médicos capacitados por esse mesmo Deus para cuidar de mim.

– Quais sentimentos vem à tona nesse momento que está vivendo?

Revolta ou tristeza nunca passou pelo meu coração de questionar porque comigo. Todos nós estamos vivendo neste mundo e estamos sujeitos as mesmas provações. A minha pergunta para Deus é : _ Para quê? Como eu posso crescer mais com tudo isso? Como eu posso ser melhor depois deste processo? Como eu posso ajudar outras mulheres a passar por esse momento difícil com mais leveza e confiança? Tenho muita fé em Jesus e na obra que Ele realizou na cruz, a Palavra de Deus e a oração tem me sustentado, mas sou ser humano e conheço as minhas limitações, por isso busquei ajuda de uma psicanalista e estou fazendo terapia e também faço acompanhamento com a psicóloga do IC. Estar com o emocional equilibrado ajuda muito no tratamento. E dessa forma tudo tem sido mais leve e eu tenho aprendido muito e creio que ao final serei uma mulher mais confiante e forte.

– O que foi mais difícil de enfrentar desde quando recebeu o diagnóstico?

Medo dos efeitos colaterais da quimioterapia. Mas graças a Deus eu não tive efeitos muito fortes. Só as aftas após a primeira quimioterapia que me fizeram sofrer muito, mas encontramos uma medicação que resolveu o problema.

– Como sua família tem lidado com essa situação?

No início todos ficaram visivelmente tristes e abatidos, muito preocupados e com medo. Mas com o passar dos dias vendo que eu estava tranquila e confiante de que tudo daria certo, eles também se tranquilizaram. Todos falam que ao invés deles me darem força, sou eu que dou força para eles. Mas eles também me dão muita força, me apoiam, me acompanham em tudo. Tenho uma filha de 6 anos de idade que é uma das maiores razões pelas quais eu luto para me manter focada na cura e a manter dentro do possível a minha rotina.




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Heroína da própria história Tue, 05 Aug 2025 14:29:45 -0300 https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1356/?heroina-da-propria-historia.html https://convivio.org.br/noticia/visualizar/id/1356/?heroina-da-propria-historia.html Rosinalva

“Fiquei sem rumo, sem reação quando recebi o diagnóstico. É realmente assustador”.

Do toque fui para médico, exames e daquele momento adiante minha vida deu uma reviravolta. Não foi fácil!

Cheguei muito nervosa no Instituto do Câncer, briguei com as pessoas da recepção, não aceitava muito bem a ideia.

Comecei o tratamento em abril, foi tenso no início, mas depois que recebi tanto carinho, tudo ficou mais leve. Todo o tratamento eu levei numa boa, como se fosse uma doença qualquer. Conheci pessoas, fiz amizades, e mesmo sem o apoio da família, descobri aqui no Instituto um novo lar. Posso dizer até que sentirei saudades de estar aqui!

Tocar o sino é libertador. Ressignificar minha vida! Hoje, em processo de exames para realizar a cirurgia, sigo o tratamento, sendo o próximo passo a radioterapia.

Mas digo, que hoje, com a graça de Deus, minha vida tem um novo sentido por tudo que vivi junto aos meus novos amigos do Instituto do Câncer e Convívio.

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