Câncer de Pele não Melanoma
O câncer de pele não melanoma é o mais comum no Brasil
O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas.
Mais comum em pessoas com mais de 40 anos, o câncer de pele é raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.
Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, com história pessoal ou familiar deste câncer ou com doenças cutâneas prévias são as mais atingidas.
O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (o mais comum e também o menos agressivo) e o carcinoma epidermoide.
Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer
Estimativa de novos casos: 220.490, sendo 101.920 homens e 118.570 mulheres (2022 - INCA).
Número de mortes: 2.982, sendo 1.693 homens e 1.289 mulheres (2021 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).
O câncer de pele não melanoma ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir estas estruturas. Apresenta-se como:
Nesses casos, deve-se procurar o mais rápido possível o médico dermatologista (especialista em pele).
A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento efetivo.
A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pele não melanoma traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado. Entretanto, é importante que todos estejam atentos a qualquer modificação na pele. Manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram e feridas que não cicatrizam em quatro semanas, principalmente em áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, devem ser investigadas por um especialista. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e cura.
Na maior parte das vezes essas alterações na pele não são causadas por câncer, mas é importante que elas sejam investigadas por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias.
O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, através de exame clínico.
Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem um exame invasivo, que é a biópsia.
A cirurgia é o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermoide. Eventualmente, pode-se associar a radioterapia à cirurgia.
A terapia fotodinâmica (uso de um creme fotossensível e posterior aplicação de uma fonte de luz) é uma opção terapêutica para a ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele), carcinoma basocelular superficial e carcinoma epidermoide "in situ" (Doença de Bowen).
A criocirurgia e a imunoterapia tópica são também opções para o tratamento desses cânceres. No entanto, exigem indicação precisa feita por um especialista experiente.
Para os casos de carcinoma basocelular avançado/metastático, existe hoje um medicamento por via oral classificado como terapia alvo, denominada Vismodegib que apresenta excelentes resultados durante o seu uso, mas que deve ser feito durante toda a vida. O produto é de alto custo e não está disponível no serviço público.
O Câncer de pele Não Melanoma, após o tratamento cirúrgico correto, normalmente está curado. Qualquer sinal de recidiva o médico assistente deve ser procurado para novo exame clínico/histopatológico. Não se pode esquecer da prevenção, portanto é importante que as lesões pré cancerosas sejam monitoradas.
Já as outras alternativas terapêuticas (não cirúrgicas) devem procurar o especialista a cada 06 meses ou surgimento de sinais de recidiva.
É bom ressaltar que o sucesso da cura se relaciona com a precocidade do tratamento tanto da lesão inicial quanto da recidiva.