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Câncer de Ovário

Câncer de Ovário

Câncer que começa nos órgãos femininos que produzem óvulos (ovários).

O câncer de ovário é a terceira neoplasia ginecológica mais comum, ficando atrás do câncer do colo do útero e do endométrio. Cerca de 95% das neoplasias ovarianas são derivadas das células epiteliais (que cobrem a superfície externa do ovário). O restante provém de células germinativas (que formam os óvulos) e células estromais (que produzem a maior parte dos hormônios femininos).

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer

Estimativa de novos casos: 7.310 (2022 - INCA).
Número de mortes: 4.037 (2021 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).

Idade - A incidência de carcinoma epitelial de ovário aumenta com o avanço da idade.

Fatores reprodutivos e hormonais - O risco de câncer de ovário é aumentado em mulheres com infertilidade e reduzido naquelas que tomam contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) ou que tiveram vários filhos. Por outro lado, mulheres que nunca tiveram filhos parecem ter risco aumentado para câncer de ovário.

A menarca (primeira menstruação) precoce (antes dos 12 anos) e a idade tardia na menopausa (após os 52 anos) podem estar associadas a risco aumentado de câncer de ovário.

A infertilidade é fator de risco para o câncer de ovário, mas a indução da ovulação para o tratamento da infertilidade não parece aumentar o risco de desenvolver a doença.

O risco de câncer de ovário com terapia hormonal pós-menopausa aparenta ser pequeno.

Histórico familiar - Histórico familiar de cânceres de ovário, colorretal e de mama está associado a risco aumentado de câncer de ovário.

Fatores genéticos - Mutações em genes, como BRCA1 e BRCA2, estão relacionadas a risco elevado de câncer de mama e de ovário.

Excesso de gordura corporal - Aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de ovário.

Mulheres que trabalham expostas a asbestos (amianto) ou a raios X e gama apresentam risco aumentado de câncer de ovário.

As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco, manter o peso corporal saudável e consultar regularmente o seu médico, principalmente a partir dos 50 anos.

O exame preventivo ginecológico (Papanicolaou) não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero.

Na fase inicial, o câncer de ovário pode ser assintomático. Conforme progride, pode causar:

  • Pressão, dor ou inchaço no abdômen e pelve
  • Dores nas costas ou pernas
  • Problemas digestivos (náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia)
  • Perda de apetite
  • Necessidade frequente de urinar
  • Fadiga persistente
  • Presença de uma massa palpável no abdome.

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de ovário traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.

Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença. Os sinais e sintomas mais comuns e que devem be investigated são:

  • Inchaço abdominal
  • Dor abdominal
  • Perda de apetite e de peso, fadiga
  • Mudanças no hábito intestinal e/ou urinário

Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados, principalmente se não melhorarem em poucos dias.

O diagnóstico envolve:

  • Exame ginecológico
  • Marcador tumoral CA-125 (pode indicar presença de células cancerígenas no ovário)
  • Ultrassom transvaginal (avalia o tamanho e a aparência dos ovários)
  • Tomografia computadorizada e ressonância magnética (analisam a presença de massas e a extensão da doença)
  • Raio-X ou tomografia de tórax (verifica metástases pulmonares)
  • Cirurgia diagnóstica (em casos necessários, uma biópsia pode ser realizada para confirmar o diagnóstico)

O tratamento depende de fatores como tipo do tumor, estágio da doença e condição da paciente. As opções incluem:

  • Cirurgia (sempre que possível, busca-se a remoção total do tumor)
  • Quimioterapia adjuvante (após a cirurgia, para reduzir riscos de recorrência)
  • Quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor e facilitar a remoção)

Consultas regulares são essenciais para monitoramento. Recomenda-se acompanhamento a cada 3-6 meses nos primeiros 2 anos, e depois a cada 6-12 meses.

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