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Câncer de Mama

Câncer de Mama

O câncer de mama é caracterizado pelo crescimento de células cancerígenas

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos.

Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresentam bom prognóstico e possibilitam melhores resultados estéticos.

O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para o câncer de mama em Unidades Hospitalares especializadas.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer

Estimativa de novos casos: 73.610 (2022 - INCA).
Número de mortes: 18.361, sendo 220 homens e 18.139 mulheres (2021 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).

O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos).

Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

Fatores ambientais e comportamentais

  • Excesso de gordura corporal (obesidade e sobrepeso)
  • Inatividade física*
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Exposição frequente a radiações ionizantes para tratamento (radioterapia) ou exames diagnósticos (tomografia, Raios-X, mamografia, etc)
  • Tabagismo - há evidências sugestivas de aumento de risco
  • Profissionais como cabeleireiro, operadores de rádio e telefone, trabalhadores noturnos, da indústria da borracha, plástico, química, refinaria de petróleo e manufatura de pvc tem maior risco de ter câncer de mama

Fatores da história reprodutiva e hormonal

  • Primeira menstruação antes de 12 anos
  • Não ter tido filhos
  • Primeira gravidez após os 30 anos
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona)
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos

Fatores genéticos e hereditários**

  • História familiar de câncer de ovário
  • Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos
  • História familiar de câncer de mama em homens
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2

* Para maiores informações, consulte o Guia de Atividade Física para a população brasileira (abre em outra janela) e as Recomendações para Prevenção e Controle de Câncer por meio da Atividade Física.

**A mulher que possui um ou mais fatores genéticos/hereditários apresenta risco elevado de desenvolver câncer de mama. Apenas 5 a 10 % dos casos da doença estão relacionados a esses fatores.

Atenção: a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença.

Cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

  • Praticar atividade física
  • Manter o peso corporal adequado
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
  • Amamentar seu bebê

Amamentar o máximo de tempo possível é um fator de proteção contra o câncer.

Não fumar e evitar o tabagismo passivo são medidas que podem contribuir para a prevenção do câncer de mama.

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
  • Alterações no bico do peito (mamilo) como retrações.
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso satisfatórias.

Todas as mulheres, independentemente da idade, devem ser estimuladas a conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. Ao identificar uma alteração suspeita e procurar logo um serviço médico para avaliar o risco de ser câncer, a mulher tem a chance de diagnosticar a doença em fase inicial. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Além de estar atentas às mamas e procurar avaliação médica em caso de alterações suspeitas, o Ministério da Saúde recomenda a realização de mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos*. Essa recomendação segue a orientação da Organização Mundial da Saúde e de países que oferecem o rastreamento mamográfico.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas de câncer antes do surgimento dos sintomas, ou seja, antes que seja palpada qualquer alteração nas mamas.

Importante: *Incluem-se também, na recomendação de mamografia de rastreamento, os homens trans e pessoas não-binárias assignadas no feminino ao nascer, que mantêm as suas mamas.

Mulheres com risco elevado de câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco e definição da conduta a ser adotada.

A mamografia de rastreamento e o acesso oportuno ao tratamento contribuem para reduzir a mortalidade por câncer de mama. A mamografia de rastreamento tem benefícios, mas também alguns limites e riscos que devem ser conhecidos pelas mulheres:

Benefícios:

  • Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.
  • Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.

Riscos:

  • Resultados incorretos:
    • Suspeita de câncer de mama, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse, além da necessidade de outros exames.
    • Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama.
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição. Esse dado não deve desestimular as mulheres a se submeterem à mamografia, já que a exposição ao Raio X durante esse exame é muito pequena, tornando o método seguro para a detecção precoce.

A mamografia diagnóstica, exame realizado com a finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica não apresenta uma boa sensibilidade em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas, e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades, conforme indicação médica.

Um nódulo ou outro sintoma suspeito nas mamas deve ser investigado para confirmar se é ou não câncer de mama. Para a investigação, além do exame clínico das mamas, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

A confirmação diagnóstica só é feita, porém, por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de fragmentos do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções (extração por agulha) or de uma pequena cirurgia. O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis. São vários subtipos de câncer de mama e cada um requer tratamento específico e individualizado.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

O tratamento varia de acordo com o estadiamento da doença, as características biológicas do tumor e as condições da paciente (idade, se já passou ou não pela menopausa, doenças preexistentes e preferências).

As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em:

  • Tratamento local: cirurgia e radioterapia.
  • Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

Com o término do tratamento, a paciente deve, nos 2 primeiros anos, passar por exame físico a cada seis meses e a avaliação por imagem mamária a cada ano. A primeira imagem deve ser realizada apenas 6 meses após o término da radioterapia nas pacientes submetidas a este tratamento.

Após os 2 primeiros anos, deve ser realizada avaliação clínica e por imagem anualmente para o diagnóstico precoce de um novo tumor primário na mama ou uma recidiva.

Outros exames de imagem devem ser solicitados de acordo com a queixa e a avaliação clínica para o diagnóstico precoce e oportuno de doença à distância (outros órgãos).

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