Câncer de Boca
Veja o que aumenta o risco, como prevenir, sinais e sintomas, além de outras informações sobre câncer de boca
O câncer da boca e orofaringe é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca (palato), língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua (assoalho da boca). É o quinto tumor mais frequente em homens no Brasil. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados.
O tabaco e o álcool são os principais fatores de risco para o câncer de boca e orofaringe. Outros fatores como a dieta pobre em frutas e vegetais, a infecção pelo vírus HPV e a exposição dos lábios ao sol sem proteção também aumentam o risco de câncer de boca e orofaringe.
Atenção: A informação existente neste portal pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.
Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer
Estimativa de novos casos: 15.100, sendo 10.900 homens e 4.200 mulheres (2022 - INCA).
Número de mortes: 6.338, sendo 4.878 homens e 1.460 mulheres (2021 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).
Os principais sinais que devem ser observados são:
Nos casos mais avançados observa-se:
Fique atento a esses sinais e a mudanças na coloração ou aspecto da sua boca. No caso de anormalidades, procure um profissional de saúde.
O câncer de boca pode ser detectado em fase inicial, quando o tratamento é mais efetivo, aumentando as chances de cura.
Para isso, é importante estar atento a qualquer alteração na boca, desde mudanças na coloração até o surgimento de lesões parecidas com aftas, que não cicatrizem em até 15 dias. Nesses casos, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde para ser examinado por um dentista ou médico.
Quando uma lesão suspeita é identificada, a biópsia (remoção de um pequeno pedaço da lesão para exame laboratorial) deve ser realizada para avaliação. Se confirmado o câncer, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para tratamento especializado.
Fumantes e pessoas que consomem bebidas alcóolicas frequentemente têm maior risco de desenvolver câncer de boca e por isso devem estar especialmente atentos a sinais e sintomas suspeitos.
Aproveite as consultas com o dentista ou médico para tirar dúvidas e, principalmente, relatar qualquer sinal ou sintoma diferente.
O câncer de boca normalmente é identificado pelo exame clínico (visual). Caso o dentista ou médico suspeite de câncer de boca após o exame clínico visual, uma biópsia (retirada de um pequeno fragmento da lesão para exame laboratorial) será realizada. Esse procedimento, na grande maioria das vezes, pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local, por um profissional treinado.
Outros exames como a tomografia computadorizada, ressonância magnética ou radiografia podem ser solicitados para auxiliar no diagnóstico e na avaliação da extensão do tumor.
Na grande maioria das vezes é cirúrgico, tanto para lesões menores, com cirurgias mais simples, como para tumores maiores. O cirurgião de Cabeça e Pescoço é o profissional que vai avaliar o estágio da doença. Essa avaliação, associada a exames complementares determinará o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia são indicadas quando a cirurgia não é possível ou quando o tratamento cirúrgico traria sequelas funcionais importantes e complicadas para a reabilitação funcional e a qualidade de vida do paciente.
A cirurgia normalmente consiste na retirada da área afetada pelo tumor associada à remoção dos linfonodos do pescoço e algum tipo de reconstrução quando necessário. Nas lesões mais simples, muitas vezes é necessário apenas a retirada da lesão. Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária realização de radioterapia para complementar o tratamento e obter melhor resultado curativo. Em todas as etapas do tratamento é importante o aspecto interdisciplinar (com a participação de vários profissionais de saúde) visando a prevenir complicações e sequelas.
Após o tratamento, é importante manter o acompanhamento com consultas de rotina com o cirurgião de cabeça de pescoço e equipe multidisciplinar e exames de imagem, quando necessários, principalmente nos primeiros 5 anos após o tratamento, período considerado na maioria das vezes o mais importante para o caso de recidiva, quando a doença pode retornar, mesmo em casos bem sucedidos.